Que me perdõem os proprietários de certas alcunhas, mas são mesmo dignas de "bater na mãe" pq são perfeitas pra completar um nome de guerra, pegar uma bolsinha e começar a rodá-la em alguma esquina da Amaral Gurgel: Jaqueline, Valeska, Natasha, Sacha, Andressa, Michelly, Ludmila, Samara, Tássia, Valéria, enfim, não combinariam com Furacão, Arrasadora, Avassaladora, Pega pra Capar?
Usar o filho para homenagear avó, pai, tio também é uó do borogodó, faz os pobrezinhos terem nomes que há séculos já estavam mais que datados: Ariosto, Hermenegildo, Alzenira, Anivaldo, Sidronio, enfim, criança não é busto pra fazer homenagem.
Também não gostaria de ter um nome tão lugar comum que numa empresa grande encontrasse uma leva de outros tantos que obrigassem todas q ser chamadas pelo sobrenome feito oficina mecânica: Pereira, Menezes, como quando fiz colegial numa escola que nos divida por letras pelas salas...
E os super originais, negativamente criativos Isaqueline, Kerginaldo, Madeinusa, ...
Em compensação adoro os curtos e grossos: Nara, Nina, Luna, Davi, Ian, Igor, os indígenas Mayara, Iberê, Raíra, Inaiara, Moara, Nayara, Cauã, Luã os étnicos Luaê, os enigmáticos Manu, os hippies Lua, alguns orientais Mayumi, os italianos Pietro, Piera, Luca, Luigi, enfim, grazie a Dio amodoro meu nome. Há anos sou catequizada pela ladainha dos meus pais do quanto eles odeiam os seus, direto das antigas promessas de santo "pra vingar a criança"... Não parece, mas esse é um assunto mega sério: já imaginou querer sumir sempre que ouve a dúvida: qual seu nome?
terça-feira, 3 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
Recordações do travesseiro
Nunca apareceste em meus cursos, trabalhos, vivências, meditações ou retiros. Somente em sonho. E o desconhecimento de teu riso, tua face e teus carinhos torna o devaneio mais forte durante o dia. Aparecerá novamente? Em vigília? Significa que cruzará meu caminho ou nova possibilidade virá e foste apenas uma criação de fértil imaginação? Devo procurar o significado disso ou confiar no invisível?
Visita familiar com outro rosto e sexo. O afilhado virou afilhada e trouxe saudade. A aparência muda para acender um alerta vermelho do quão pouco nos dedicamos aos familiares e amigos? Pouco importam as aparências, o significativo é o conteúdo? Ironicamente são os rostos e toques que ficam, não o enredo do devaneio noturno.
Semana meio vidente: antigo amigo colorido volta à baila enquanto durmo, vamos parar num parque familiar, mas num bairro nunca antes visitado, dias depois ele me adiciona no MSN, após meses ou semanas sem contato. O estranhamento é lembrar, pois o comum é apagar essas "viagens ao inconsciente"... O que Jung diria disso? E o analista? O coração tem algum palpite?
Visita familiar com outro rosto e sexo. O afilhado virou afilhada e trouxe saudade. A aparência muda para acender um alerta vermelho do quão pouco nos dedicamos aos familiares e amigos? Pouco importam as aparências, o significativo é o conteúdo? Ironicamente são os rostos e toques que ficam, não o enredo do devaneio noturno.
Semana meio vidente: antigo amigo colorido volta à baila enquanto durmo, vamos parar num parque familiar, mas num bairro nunca antes visitado, dias depois ele me adiciona no MSN, após meses ou semanas sem contato. O estranhamento é lembrar, pois o comum é apagar essas "viagens ao inconsciente"... O que Jung diria disso? E o analista? O coração tem algum palpite?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Ode aos cinemas de rua...
...eles são poucos e ostentam a luta inglória contra as muitas salas dos insípidos shoppings paulistanos. Ficam em sua maioria, próximos à Paulista e exibem em sua maioria produções alternativas, européias, nacionais, asiáticas, latino-americanas. Dois deles são dos poucos que aceitam cartão de crédito até no dia dos ingressos mais baratos, o Belas Artes e o Espaço Unibanco. Têm patrocinadores em seus nomes, o que não lhes tira o charme dos encontros à porta das salas, da pipoca quentinha que não nos leva à falência, dos charmosos cafés onde se reúnem os cinéfilos de carteirinha. Quando ligamos a caminho com uma dúvida qualquer é um atendente e não uma odiosa gravação, que nos responde a qualquer pergunta. Eles não deixam cinco de suas salas passando o BlockBuster previsível e lucro garantido da temporada. Nem têm lanchonetes com propagandas de "combos" tão agressivas a ponto de nos questionarmos se estamos na ante sala do telão ou na Disneylândia. O cheiro da manteiga da pipoca delas não é forte o suficiente para provocar náuseas. Os encontros com aborrescentes e pimpolhos menores são mais raros. A programação não é óbvia. Em algumas delas, tão antigas, o tamanho das salas enche os olhos - como no Gemini - confira enquanto é tempo! Os carpetes podem ser tão retrô quando a casa dos avós. Amodoro vocês, salinhas alternativas da região central!
Tenho uma curiosidade de repórter...
...de como é viver num prédio com apartamentos que são verdadeiros latinfúndios urbanos, feito esses aqui do Itaim Bibi, a "Beverly Hills" brasileira. Sentirão esses abastados senhores mal estar maior ou menor que o nosso quando a miséria nacional os toma de sopetão pelas ruas da cidades? As sacadas, como dizia uma amiga, permitem que a pessoa brigue com a família e fuja para a varanda. Terão uma pontadinha de dor no coração ao passarem pela favela à beira do Shooping Daslu, na Vila Olímpia, ao lado desse bairro que me lembra uma irmãzinha carioca, cujos passeios por Sampa traziam recordações das menções de ruas do Banco Imobiliário? Ou eles "já não têm olhos de ver"? Sempre achei que uma das piores profissões do mundo é a do segurança - na maioria das vezes em que reparo neles, estão às moscas. Quando meditei com um deles, admitiu que sentia que não merecia o que ganhava por ter passado a noite só vigiando e se boicotou o suficiente para mudar de turno e tirar menos. Coincidência ou não, ontem estudei o arquétipo que pratica a "auto sabotagem". Surreal viajar tanto assim numa simples ida ao banheiro, que fica ao lado de um dos prédios mais fashion do bairro. [suspiro]
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Como disparar numa mulher a síndrome "Corra Lola Corra"
Logo no primeiro dia a convide para seu Kinder Ovo, diga que conhecerão "nossa casa" e unirão os patrimônios.
Ligue para sua mãe - aquela para quem nenhuma mulher é suficientemente boa para aquele filho espetacular que ela pariu - e faça sua recém ficante se apresentar desajeitadamente sem ter o que dizer, que sogra é coisa que não se quer conhecer nem depois de trocentos anos juntos, imaginena noite do primeiro beijo.
Chame a para jantar e fique com ciúme do garçom.
Ligue para a bonita enquanto ela está no banheiro do restaurante, reclame que está demorando e faça de conta que não sabe que banheiro feminino tem sempre mais fila que o masculino.
Tente dormir grudado a noite inteira a ponto dela ter calor numa noite fria, acordar sufocada e te empurrando para o outro canto da cama.
Repare em cicatrizes esquecidas como se elas fossem realmente relevantes.
Ligue dez vezes em três dias e mande torpedos o suficiente para ganhar carimbo de o maior carente de todos os tempos.
Não fale coisa com coisa quando encontrar com um colega e ainda estiver com a bonita, conversem em dialeto perifa incompreensível.
Fume cigarros de qualquer espécie até que ela tente relembrar há quanto tempo não tinha a famigerada bronquite, rinite ou alergia a qualquer componente que produza fumaça.
Peça mais do que dá, desobedecendo à regra básica "é dando que se recebe".
Solicite o impensável: para correr riscos e tente ganhar confiança só na lábia.
Peça para ser obedecido somente esta noite e garanta que depois só dirá amém.
Tente mandar nela sem disfarçar.
Diga que ainda dirá eu te amo e ouvirá reclamações de que a declaração demorou pra sair.
Reclame do quanto o signo dela é dominador.
Tente ligar a TV, o som, tocar violão ou voltar para o oba oba quando ela começou a arriar a bateria, babar no travesseiro ou não dizer coisa com coisa de tão bêbada de sono.
Relembre as ex mais maníacas que já teve.
Jogue qualquer chaveco furado do tipo "seu pai roubou todas as estrelas para fazer seu olhar brilhar assim?"
Quando ela contar algo de um amigo, pergunte se é ex e solicite detalhes sórdidos.
Ligue para sua mãe - aquela para quem nenhuma mulher é suficientemente boa para aquele filho espetacular que ela pariu - e faça sua recém ficante se apresentar desajeitadamente sem ter o que dizer, que sogra é coisa que não se quer conhecer nem depois de trocentos anos juntos, imaginena noite do primeiro beijo.
Chame a para jantar e fique com ciúme do garçom.
Ligue para a bonita enquanto ela está no banheiro do restaurante, reclame que está demorando e faça de conta que não sabe que banheiro feminino tem sempre mais fila que o masculino.
Tente dormir grudado a noite inteira a ponto dela ter calor numa noite fria, acordar sufocada e te empurrando para o outro canto da cama.
Repare em cicatrizes esquecidas como se elas fossem realmente relevantes.
Ligue dez vezes em três dias e mande torpedos o suficiente para ganhar carimbo de o maior carente de todos os tempos.
Não fale coisa com coisa quando encontrar com um colega e ainda estiver com a bonita, conversem em dialeto perifa incompreensível.
Fume cigarros de qualquer espécie até que ela tente relembrar há quanto tempo não tinha a famigerada bronquite, rinite ou alergia a qualquer componente que produza fumaça.
Peça mais do que dá, desobedecendo à regra básica "é dando que se recebe".
Solicite o impensável: para correr riscos e tente ganhar confiança só na lábia.
Peça para ser obedecido somente esta noite e garanta que depois só dirá amém.
Tente mandar nela sem disfarçar.
Diga que ainda dirá eu te amo e ouvirá reclamações de que a declaração demorou pra sair.
Reclame do quanto o signo dela é dominador.
Tente ligar a TV, o som, tocar violão ou voltar para o oba oba quando ela começou a arriar a bateria, babar no travesseiro ou não dizer coisa com coisa de tão bêbada de sono.
Relembre as ex mais maníacas que já teve.
Jogue qualquer chaveco furado do tipo "seu pai roubou todas as estrelas para fazer seu olhar brilhar assim?"
Quando ela contar algo de um amigo, pergunte se é ex e solicite detalhes sórdidos.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Pérolas do Tempo de Transcendência
“Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o olhar à frente mais uma vez, elevo, só, minhas mãos a ti, na direção de quem eu fujo.
A ti, do fundo do meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo essas palavras: ‘Ao Deus desconhecido.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero te conhecer, desconhecido.
Tu que me penetras a alma, e qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero te conhecer, quero servir só a ti”.
Nietzsche, também do livro do Boff
Rumi
“Qdo está comigo o amor não me deixa dormir.
E quando estás comigo, as lágrimas não me deixam dormir.
Teu amor chegou ao meu coração e partiu feliz.
Depois retornou e me colocou o gosto do amor.
Mais uma vez foi embora.
Timidamente lhe pedi que ficasse comigo alguns dias.
Então veio, sentou-se junto a mim e esqueceu de partir”
Direto do meu momento abençoado lendo Tempo de Transcendência, do Leonardo Boff.
E quando estás comigo, as lágrimas não me deixam dormir.
Teu amor chegou ao meu coração e partiu feliz.
Depois retornou e me colocou o gosto do amor.
Mais uma vez foi embora.
Timidamente lhe pedi que ficasse comigo alguns dias.
Então veio, sentou-se junto a mim e esqueceu de partir”
Direto do meu momento abençoado lendo Tempo de Transcendência, do Leonardo Boff.
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